sábado, 21 de janeiro de 2017

A reinvenção do tempo



O tempo continua dormente do frio que o sol mal atenua e eu enrolo-me, aqui,  sobre mim própria, incapaz de uma fuga.

O tempo mergulha num sono sem sonhos, enreda-se nas raízes tenazes do inverno, sufoca em águas turvas de dúvidas e tormentos. 

O tempo tem uma cor que não se diz, um cheiro que lhe falta, um toque de arrepio.

O tempo sabe que se pode salvar ainda. Eu com ele, também. Bastará uma fala, um dizer, um ouvir. Bastará uma palavra breve. Reinventada.

9 comentários:

Manel Mau-Tempo disse...

se esse tempo fosse bom, ninguém o tratava por mau tempo...
(mas o teu texto, esse é pra lá de bom...)

desabafosemrodape disse...

sendo tempo de fim de semana, que o mesmo seja agradável.
bom sábado, Luísa.

Portugalredecouvertes disse...

Luíza, precisamos de frio para que os insetos não se desenvolvam e comam as sementes !
abraço
Angela

Janita disse...

Um texto que respira poesia.
E a foto?-- Tão bela que faz esquecer o frio e o tempo invernoso que tanto custa a passar.
Que recuperes rápido, Luísa.

Beijinhos

Ricardo Santos disse...

Excelente Foto Luísa !!! Obrigado !

Carlos Barbosa de Oliveira disse...

Saudades do calorzinho, Luísa...

Os olhares da Gracinha! disse...

Num tempo friorento ... a escrita aquece o momento!!!
Bom domingo Luísa!

Rui disse...

!!! ... Luisa, duas coisas (principalmente) :
O que escreves é pura poesia ;
A foto, está do outro mundo !

Espero que te vás sentindo melhor do entorse, que já te possas ir movimentando melhor, mesmo que ainda não para correr e saltar ! :)

Beijinhos no "dói dói" !

Ana Freire disse...

O que dizer? Um post que é uma verdadeira obra de arte!!!!
Espectacular!!!! Adorei tudo!
Beijinhos
Ana