terça-feira, 12 de junho de 2012
As sortes
quarta-feira, 30 de maio de 2012
Para grandes males, grandes remédios
terça-feira, 27 de dezembro de 2011
O esfregão natural
terça-feira, 1 de novembro de 2011
Os Santos

(…)
“Pelos santos” faziam-se magustos e bailes à roda…
Os mocinhos logo pela “manhanita” iam pedir “os Santinhos”, de taleguinha na mão: “Santinhos, santinhos prós sés funtinhos…”
Os padrinhos davam sempre uns “Santinhos” mais acrescentados e quando o afilhado pedia a “ábencinha”, respondia “Dês te faça um santinho bonito”, essa “rezão” dizia sempre mesmo que não fosse dia de Todos-os-Santos.
As mulheres faziam bolos miúdos e “estrelas” se possuíam figos e amêndoas.
A castanha era uma grande fartura numa casa. Comiam-se de toda a maneira. (…)
Cozidas, com erva-doce, fritas em banha, cozidas com arroz a servir de jantar. Pelo ano “em fora” piladas com feijão, “ãi” mãe que “soidades!”.
No dia de Todos-os-Santos quem ia à missa ia, quem não ia também não trabalhava. Hoje os usos são um bocado diferentes mas ainda se apuram algumas castanhitas para o magusto, regado com um copinho de aguardente… (…)
Conversa no sítio dos Três Figos, idade média dos intervenientes 75 anos.
Glória Marreiros, Um Algarve outro contado de boca em boca, Lisboa, Livros Horizonte, 1991, p.250-251
sexta-feira, 23 de setembro de 2011
Glycol
Folheando um Almanaque dos anos 1940, descobri o fabuloso Glycol. Segundo o anúncio, esta maravilha amaciava a pele, dava aos lábios a maior frescura, evitava o cieiro, dava a todas as peles o raro encanto da mocidade, curava o crestado do sol e o queimado da praia, bem como todas as impurezas e estragos da pele… e ainda era um excelente fixador para o pó de arroz. Numa fórmula inédita da VAP – Ventura d’Almeida e Pena, o Glycol, então proclamado o ideal da pele, só podia ser um daqueles produtos que todas nós merecemos.
Não sei até quando foi comercializado. Mas eu, nascida nos anos 60 já não vim a tempo.
sexta-feira, 1 de julho de 2011
Festa na aldeia

Hoje comi chícharos pela primeira vez na minha vida. Comi um jantar de chícharos nas Festas Populares de Boliqueime que decorrem até domingo. O “core-businness” destas festas - também sei algum inglês técnico - é a tradição, em especial a gastronómica, já que se compõem essencialmente de tasquinhas onde podemos degustar os comeres de outros tempos: xerém, jantar de milhos, cabidela de galinha, carne de porco frita… e jantar de chícharos.
Nunca tinha provado. Não me lembro de a minha mãe alguma vez ter feito este prato. Gostei. Mas também… gosto de quase tudo. Em criança carecia de apetite, mas tornei-me aquilo a que chamamos de boa boca. A sobremesa foi um carriço e um café de borras. Seguiram-se algumas voltinhas em torno da igreja, espiolhando as ementas dos outros e apreciando a etnografia local.
Todos os anos, repito a dose. Ah… santa terrinha!

sábado, 18 de junho de 2011
Quarteira turística

sábado, 7 de maio de 2011
Vestido de noiva
Foi no entanto nessa época que se adotou o branco para o vestido da noiva. Mas isso só acontecia nas elites, tanto urbanas como rurais.
A minha mãe que se casou na década de 1950 levou um modesto vestido cinzento. Não há fotografias do casamento no álbum para o atestar, mas lembro-me bem dela assim o contar. Era um vestido curto, cinza claro, que haveria de servir para outros dias festivos.
O branco acabou por chegar cá a casa nos finais dos anos 1980, no meu vestido. Curto. Sem véu.

Sarah Affonso - Casamento na Aldeia, 1937
Imagem do Centro de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian
sexta-feira, 6 de agosto de 2010
Imagens de outros tempos

Foto se Sílvia Martins

Foto de João Vieira Branco
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Foto de José Belchior

Foto de Sílvia Martins
quinta-feira, 20 de maio de 2010
Folhinha Portuguesa
Muito para além do calendário, com os dias santos, fases da lua e tabelas de maré, para além de dados sobre pesos e medidas, eclipses, moedas e câmbios, direitos de consumo em Lisboa, recrutamento militar e recenseamento eleitoral, a minha curiosidade aguçou-se com as indicações relativas a períodos de gestação e vida média dos animais e ainda à duração do luto.
Ora atentem:
“Duração de luto
Por marido ou mulher 1 ano. Por pai, filho, avô, bisavô, neto ou bisneto 6 mezes. Por sogro, genro, irmão ou cunhado 4 mezes. Por tio sobrinho; primo co-irmão 2 mezes. Por qualquer parente mais afastado 15 dias.
Pelas pessoas reinantes 6 mezes.
O tempo aqui designado é o tempo de luto na sua totalidade”
E esta heim?






