domingo, 10 de julho de 2022

sábado, 9 de julho de 2022

O calor

 

Sendo assim, chegou o tempo de nos queixarmos do calor.

Por mim aqui vai. Estou fechada em casa, portas e janelas cerradas, a ver se o dito não encontra caminho fácil aqui para dentro. Sei, no entanto, que por muito que o contrarie, o maldito tem força de vencer. Um copo de água fresca, o leque em ação, o corpo, esse, não. O menor esforço físico – as tarefas domésticas mais urgentes ocuparam a manhã - é requerido. Quando chegar a noite, que quente se prevê, libertarei então todas as aberturas da casa, na esperança, talvez vã, de obter a ajuda de uma ou outra corrente de ar.

domingo, 19 de junho de 2022

Passeio de domingo (569)



Por ruas de Albufeira, com passagem pela exposição alusiva ao centenário do nascimento de Artur Pastor.













sábado, 18 de junho de 2022

Combinação

 

Perguntei se tinham combinações. A menina disse que sim e logo puxou de uma gaveta começando a mostrar-me uns calções de algodão que, por certo, combinariam com algum top. E eu, que não, não era isso, era uma combinação. Pela cara da moça, eu estava a falar chinês. Entretanto já se tinha juntado outra empregada da loja, que, tal como a primeira, parecia não perceber que peça de vestuário eu desejava. Lá expliquei que era para usar por baixo de um vestido. E enquanto puxavam de outra gaveta e finalmente me entregavam o que eu pedia, quis saber como lhe chamavam. Um vestido, disseram. Um vestido para usar por baixo de outro vestido. Recomendei que perguntassem às mães ou às avós sobre o nome desta peça de roupa interior e fiquei a matutar. Ou eu estou a ficar velha, ou há palavras em risco de extinção.

domingo, 12 de junho de 2022

Passeio de domingo (568)

 


Um regresso à praia de pouca dura. O vento, insuportável vento, resolveu levantar areia e eu não estive para o aturar.











sábado, 11 de junho de 2022

Ainda não

 

O vento sopra quente. Sueste, dizem. Nem sob o telheiro o ar ameniza. Ouço o rumor das folhas das árvores que balouçam. Nos mais altos ramos cantam os pássaros. Uma ou outra nuvem corta a monotonia do azul do céu. Parece verão, penso. Mas não. Ainda não. Ainda faltam as cigarras.