domingo, 29 de abril de 2012

Passeio de domingo (94)


Até à praia Grande, ali junto a Armação de Pêra e à lagoa dos Salgados. Um sítio a que nunca me canso de ir. 



sábado, 28 de abril de 2012

Bolachas

A tarde trouxe chuva e cheiro a coisas doces. Tenho a cozinha quente e uma caixa cheia de broas de café e bolachas de manteiga. Vai um chá?



As broas são destas.

As bolachas são triviais, feitas com 150g de manteiga, 150g de açúcar, 1 pitada de sal, 1 colher de sopa de rum, uma colher de sopa de sumo de limão, 1 ovo e 300g de farinha. Os ingredientes vão se juntando pela ordem em que os assinalei. Amassa-se um pouco e faz-se uma bola que se guarda tapada no frigorífico durante duas horas. Depois é estender, cortar e colocar sobre folha de papel vegetal, em tabuleiro, e levar a cozer em forno aquecido a 200º, cerca de 10 minutos até as bolachas ficarem douradinhas.



sexta-feira, 27 de abril de 2012

A vida é bela (12)

... quando até a cegonha parece querer jogar golfe.

Os sofás da prima


Tenho, guardadas no fundo da memória, imagem fixas. São como fotografias que se acomodaram num álbum de recordações que só eu consigo folhear. Às vezes esse álbum tem vida própria e abre-se sem mais nem menos numa das suas páginas. Então, sem eu perceber porquê, há uma dessas fotografias que se destaca. Mesmo ao fim de muitos anos, essa imagem aparece perante os meus olhos sem sinais do tempo que passou. Tem as cores vivas. Tão vivas como as cores daqueles sofás da prima São José. Eram sofás de napa com pés e braços de madeira envernizada. Amarelo, verde, vermelho e azul. Quatro cores vibrantes compunham cada um deles forrando-lhes o encosto, o assento, as laterais. Na sala da prima São José, aqueles sofás acomodavam-se à volta de uma mesa baixa que condizia com a época. Quando, em certas ocasiões, eu ficava em casa da prima São José, gostava de me instalar naquela sala colorida e do alto da minha infância, fazer de conta que era gente crescida, recebendo visitas.


domingo, 22 de abril de 2012

Passeio de domingo (93)


Como já sucedeu com outros domingos em que, estando ausente, não posso publicar o passeio do dia, juntei antecipadamente outros passeios. São imagens desta primavera, numa das cores que o campo me tem oferecido. É o meu passeio “en rose”.

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Tiques


Até há pouco tempo não fazia ideia de um tique que tenho. Não sei se o tenho há muito. O certo é que nunca tinha dado por ele e agora levo os dias a surpreender-me com a quantidade de vezes em que faço isto. Quando sei, já estou a aspirar emitindo um ruído provocado pela passagem do ar entre os dentes. A ver se consigo descrever isto. A língua cola-se-me ao céu-da-boca entreaberta e o ar que puxo produz um sibilo.

Mas não sou só eu a ter um tique. A colega que me fez descobrir o meu, que até agora me passava totalmente despercebido, também tem o seu. Faz uns estalidos com a língua contra o céu-da-boca. Diz ela que é para coçar a garganta. O certo é que está quase sempre a “coçar” a garganta.

E por aí… há muitos tiques?

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Silêncio


Às vezes, o silêncio
Como um bálsamo.
E a cor também.
Somente imaginada

domingo, 15 de abril de 2012

Passeio de domingo (92)


Hoje até foram vários. Deixo aqui o do final da tarde, quando às 18h30...por aí... tive a praia só para mim.

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Estendal

Fui estender roupa. Assim a olho e a braço estendi uns vinte metros lineares de roupa. Estendi-a nas duas cordas que estão debaixo de um telheiro que tenho nas traseiras. Ainda sobrou algum espaço de corda livre. Enquanto estendia a roupa pensava na sorte que tenho por poder estender tanta roupa de uma só vez, sem ter de encavalitar peça sobre peça. Pensava nas pessoas que vivem nas cidades, em pequenos apartamentos, com minúsculos estendais de abrir e fechar a ocupar marquises. Nas minhas extensas cordas, esticadas de parede a parede, ao lado das casinhas de arrecadação, até dá gosto estender roupa. Caminho de uma ponta à outra da corda, para cá e para lá, entre o local onde pouso o alguidar, junto ao cesto das molas, e o espaço destinado à peça de roupa que vou estender. Chega a ser um verdadeiro exercício físico. Fui estender roupa e agora vim para aqui escrever sobre o meu estendal. Que interesse poderá ter eu escrever sobre um estendal? Nenhum. Bem sei. Mas pensando bem o estendal está ali, nas traseiras da casa e faz parte do meu dia a dia. Sempre que vou estender roupa faço-o de forma mecânica, em gestos repetidos, sem conta. Mas nesses momentos, no entanto, o pensamento fervilha. Passam-me milhentas ideias pela cabeça. Recapitulo o dia. Enumero mentalmente os afazeres que no dia seguinte não poderei adiar. Rumino pequenas raivas. Sorrio lembrando as graças que me alegraram. Vejo as estrelas que brilham no alto da escuridão da noite. E ultimamente ouço um grilo que se escondeu por ali, nalgum recanto que não consigo identificar.

Afinal é tanta coisa que vivo junto ao meu estendal.

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Uma lista

Desço os degraus da escada que me conduz do escritório à saleta que me conduz ao quarto. Penso que deveria pegar no bloco de notas, arrancar uma folha e fazer uma lista. Deveria fazer uma lista de tudo o que quero e preciso para os próximos dias. Uma lista das tarefas que não podem esperar. Uma lista das coisas que ainda tenho que comprar. Uma lista das pessoas que tenho que contactar. Uma lista que me dê a sensação de que me estou a organizar.

Desço os degraus da escada que me conduz do escritório à saleta que me conduz ao quarto. Estou cansada. Penso na lista que deveria fazer. Penso que se calhar até nem me vou esquecer daquilo que tenho que colocar na lista. Pelo menos até amanhã não me vou esquecer. Não. Não vou fazer a lista hoje.

segunda-feira, 9 de abril de 2012

A vida secreta dos objetos: o frasco de iogurte

Estou tão contente! Eu que costumava estar encostado a um canto, bem no fundo da gaveta das tintas e que raramente era utilizado, ganhei uma vida nova. A bem da verdade, não gostava nem um pouco da serventia que me davam antes. Quando fiquei sem o iogurte de baunilha que guardava dentro de mim, passei a servir de recipiente para a água dos pincéis. Isso se alguém da casa lhe apetecesse armar-se em artista e começasse a esborratar os blocos de desenho. Então eu tinha que gramar com aquela misturada de tintas que logo me sujava todo. Era mesmo desagradável. De tal modo que quase preferia ficar esquecido no escuro da gaveta.

Agora não. Fui reciclado. É assim que se diz. Reciclar é o que está “in”. E eu, para ficar na moda, ganhei uma nova indumentária e aconchego dentro de mim um maço de palitos. Eu acho que fiquei bem catita. Dou-me bem com os palitos. São uns tipos simpáticos, asseados e bem falantes. Convivemos amigavelmente e estamos sempre a receber elogios.

A vida é assim. Não para de nos surpreender. Quando achamos que estamos acabados abrem-se novas oportunidades e conseguimos até rejuvenescer. Isto é mesmo verdade. Até para um simples frasco de iogurte como eu.


domingo, 8 de abril de 2012

Passeio de domingo (91)


O passeio de hoje é um tanto ou quanto sedentário. Em dia de receber a família para o almoço, faço-o quase todo à volta da mesa e desejo a quem por aqui passe uma doce Páscoa.

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Afónica

Constipei-me. Fiquei afónica. Contagiei as teclas aqui da esquina...

domingo, 1 de abril de 2012

Passeio de domingo (90)

Entre as muralhas e o cais de Faro.
Este é mais um passeio agendado previamente, de um domingo que roubou imagens a uma quarta-feira.