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segunda-feira, 25 de maio de 2020

Ervas virtuosas


[Excertos selecionados. No original, não forçosamente por esta ordem]

Necessário é observar e prevenir, que quem quiser servir-se utilmente destas ervas deve colhê-las apenas do vigésimo dia da Lua até ao último. Pode colhê-las durante todas as horas do dia, mas deve-se saber que, ao arrancá-las, se nomearão as virtudes da erva e o uso que dela se quer fazer. (...)

Lírio-do-vale
Oferecer um ramo de lírios-do-vale à pessoa amada vem reanimar este amor (…)

Mandrágora
(…) Possuir uma Mandrágora é abrigar em casa um pequeno génio que garante saúde, riqueza e o dom de conhecer o futuro. (…)

Malva
(…) o extracto da malva é um poderoso antídoto contra as poções de amor.

Verbena
(…) O seu suco, bebido em água quente com mel, dá bom hálito e respiração livre. Torna as pessoas amorosas porque o seu suco faz muito esperma. Além disso, quem a trouxer consigo será vigoroso no coito, desde que só tenha esta erva.

Sempre-noiva
(…) Se alguém a beber, ela excitá-lo-á muito para o amor e dar-lhe-á forças para praticar o coito.



Raminhos, Maria da Encarnação, Mézinhas populares do Algarve: chás, óleos, compressas, cataplasmas e vapores, Portimão, Edições ContrªMargem, 1999

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018

Mandrágora

Há meses que ando a cumprir escrupulosamente o desejo de J.L. Borges e de Margarita Guerrero. Coloquei o Livro dos Seres Imaginários na pilha dos que residem na minha mesa de cabeceira e, de tempos a tempos, tal como manifesta o prólogo, curiosa que sou, frequento uma ou outra entrada, “como quem joga com as formas cambiantes reveladas pelo caleidoscópio”.

Uma ou outra vez, calha-me abrir a página dedicada à Mandrágora. Acredito que as há aqui bem perto, no campo por onde repetidamente passeio. Uma, pelo menos, vi. Um dia atrevo-me a tentar arrancá-la do chão, desafiando potenciais e terríveis calamidades. Ou então, não. Observá-la-ei, como sempre, temerei ou questionarei os seus poderes, os já descritos e os que ainda falta imaginar.

segunda-feira, 18 de dezembro de 2017

quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Floripes

Conta-se que Floripes era uma moura encantada que vagueava de noite pelas ruas estreitas de Olhão. Toda vestida de branco, com longos cabelos louros, aparecia de madrugada aos pescadores que, por receio, não chegavam a falar com ela. Porém, em tempos, um desses pescadores ter-lhe-á perguntado quem era e porque aparecia assim. Ela contou que tinha sido encantada pelo pai, um mouro, quando este teve que fugir do Algarve. Disse também que para a desencantar alguém teria de seguir com ela num barco, que ela própria orientaria, levando duas velas acesas até chegar ao destino. Se chegasse ao local determinado com as velas acesas, ela perderia o encanto e a pessoa ganharia uma fortuna. Se não chegasse a esse local com as velas acesas, o barco afundaria, a pessoa morreria afogada e o encantamento manter-se-ia. O pescador não aceitou a tarefa e que se saiba nenhum outro quis correr o risco. Continua, por isso, encantada a moura Floripes.

A lenda da Floripes inspirou o filme.

Fonte:


Trouxe para aqui esta lenda do Algarve, para juntar às lendas que vários bloggers resolveram divulgar, convidando quem gosta destas histórias a publicar uma também. Deixo o link para a lista  das lendas já publicadas que a Afrodite criou e vai atualizando.

sábado, 29 de outubro de 2016

Posts escolhidos

Para experimentar a “pisar a relva com amor” como sugere hmbf em Antologia do Esquecimento.

Para escutar o nosso coração como sugere Miss Smile, em Notas de Chá.

Para ler a cidade contada por Isabel Mouzinho, em Isto e aquilo.

segunda-feira, 4 de julho de 2016

Posts escolhidos

Com gente dentro, no “Impontual”.
De manhã, mesmo quando já é noite. Em “ela.a.outra”.
Com um coração fora do peito, em “de dentro para fora”.
Seguindo os trilhos da infância, no “Letras são papéis”.
Profanando metáforas, em “mar arável”.
Razando o zénite, no “Relógio de Pêndulo”.

quarta-feira, 29 de junho de 2016

Uma rapariga simples, um livro e uns links para seguir

Instruções para a boa leitura deste post:
1-      Estar atento aos links
2-      Seguir os links
3-      Se possível, fazer a vontade ao livro.

Era uma vez uma Rapariga Simples que escreveu um livro e sonhava publicá-lo. O livro intitulava-se “Um amor morto” e só precisava de quem se juntasse a uma campanha de crowdpublishing para angariar o montante necessário que lhe permitisse ser lido, que é aquilo que um livro mais deseja.

A Rapariga Simples escrevia e fotografava muito bem em blogues. Entretanto bloggers que a liam começaram a passar a palavra e aos poucos o sonho ia tomando forma de realidade.



quarta-feira, 22 de junho de 2016

Interpretação

O bom da leitura é cada um poder atribuir às palavras do outro o sentido do seu próprio desejo.

sexta-feira, 27 de maio de 2016

Das palavras.

Gosto das palavras. Ponto.


Das palavras que se evaporaram, só me resta conformar-me e alegrar-me com os recomeços que vou encontrando.
E gosto de, como em poucas, muito poucas palavras, se podem contar mil e muitas  histórias.
E que dizer das palavras que queremos ser quando formos grandes? Se algum dia.
De palavras reflexão.
De palavras travessas. Ou serão atravessadas?
De palavras vivas, irrequietas mesmo.
E até sem palavras.

terça-feira, 20 de outubro de 2015

Leitura

Chegado à minha biblioteca com proveniência direta do encontro de bloggers de domingo passado [obrigada Isabel], peguei-lhe hoje com jeito. Folheei-o. Gosto de espreitar o ar com que se apresentam as páginas, os espaços, as palavras. Só depois começo a leitura.

“Livros”, leio num título. Começo por esse.

Rodopiou pela sala e, ao de leve, passou os dedos pelas lombadas dos livros. Como se de um piano se tratasse. Tal e qual. Os dedos ali a deslizarem pelo dorso das imensas histórias que ecoam pelas paredes da casa.
(...)

Já percebi que vou gostar.


quinta-feira, 17 de setembro de 2015

sábado, 24 de janeiro de 2015

Laundry service




Laundry service


Vai à lavandaria.
Põe lá a tua alma.
E enquanto ficas a ouvi-la
Rodar, rodar, rodar,
Observa-a com calma. (…)















Excerto de um dos poemas de Roberto Leandro que “fotografei” para o “Imagem d’escrita”, que tem programada mais uma apresentação pública. É já no próximo dia 31 de janeiro, pelas 16h00, na Casa Municipal da Cultura de Pedrógão Grande.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Há notícias bonitas de ler

Como esta.

Imagem d'escrita


[pequeno intervalo publicitário]

Há um detalhe neste Imagem d’escrita de que ainda não falei aqui. É que este livro de poesia de Roberto Leandro tem fotografia de outros quatro autores mas poderá ter fotografia de cinco. Alguns dos poemas ainda não têm imagem, porque aguardam pela imagem do seu leitor. Cada leitor poderá ser o quinto autor de fotografia, personalizando o seu exemplar e tornando-o único.  

E se isto não é uma boa ideia para presentes de Natal , não sei, não…