segunda-feira, 7 de novembro de 2016

Baile de máscaras

Circulam pelos salões, eles com esvoaçantes capas, elas frufrus de rendas e leques. Pairam no ar seduções, misturam-se acordes de música e conversas segredadas. Entre uma dança e outra, uns quantos mudam a máscara e, de novo, se apresentam como se outros fossem. É vã sua ilusão. Trocam de personagem, mas de perfume não.  

6 comentários:

Benó disse...

As máscaras trocam-se mas o que está por detrás permanece. Aplica-se a muitas situações. Como te compreendo.

Célia Rangel disse...

Não há máscara que traduzam nosso interior...
Abraço.

Ana Freire disse...

Também acho... nunca ninguém muda... a não ser por conveniência... e mesmo quando tal acontece... já faz parte da forma de ser dessa pessoa...
Beijinhos
Ana

Pedro Coimbra disse...

Scent of a Woman ...

bea disse...

É uma boa imagem. Mas na verdade não aprecio muito máscaras. Nem bailes.

AFRODITE disse...

Esta dá que pensar! As metáforas estão muito bem conseguidas!
Mas olha, só para tentar o contraditório (mesmo que de uma forma pouco consistente e sem usar metáforas) eu atrever-me-ia a dizer que num baile de máscaras até que não é nada impossível mudar de perfume... ;)

Beijinhos segredados
(^^)