
quarta-feira, 8 de dezembro de 2010
Arte e compras

terça-feira, 7 de dezembro de 2010
A culpa não é do tempo
Por muito que eu me queixe da falta de tempo, a culpa não é do tempo. Não é ele que está
Não, a culpa não é do tempo.
segunda-feira, 6 de dezembro de 2010
Dactilografia
Na época, eu estava a terminar o secundário e ainda não sabia muito bem qual seria o meu futuro. Havia que assegurar a aquisição de competências que me permitissem com maior facilidade arranjar um bom emprego e, claro, a dactilografia surgia como essencial. Em 1980, eu nem sonhava com o computador, amigo inseparável de hoje em dia.
Então no verão de 1980, lá ia eu de comboio para Faro, aprender a escrever à máquina com todos os dedos das mãos. Fui treinar tabelas, actas em papel azul de 25 linhas, cartas oficiais, facturas e recibos. Fiquei apta, com 16 valores.
O meu curso de dactilografia da Contecla ainda me terá servido para elaborar os trabalhos da faculdade e, no início da minha vida profissional, para fazer alguns ofícios e comunicados que se compunham sob a batida cadenciada das teclas da máquina de escrever. Depressa chegariam os PC. Com o tempo fui deixando de aplicar as técnicas aprendidas e a minha aptidão resvalou para cerca de metade dos dedos disponíveis.
Hoje encontrei a minha pasta de exercícios de dactilografia, guardada nos fundos de uma mala de metal com os fechos enferrujados. Numa das folhas foi treinada a frase:
…nem todo o que escreve à máquina virá a ser um dactilógrafo…
Pois é. E eu, nem mesmo aprendendo a escrever à máquina com técnica, me tornei dactilógrafa.
domingo, 5 de dezembro de 2010
sábado, 4 de dezembro de 2010
Uma ovelha de presépio para o Grande Concurso da Barbearia
sexta-feira, 3 de dezembro de 2010
José e Pilar (2)
Os patins
Houve um Natal em que ganhei uns patins. Eu devia ter uns dez ou onze anos e lembro-me que foi o presente que mais me desapontou em toda a minha vida. Acho que me desapontou muito mais do que aqueles presentes que ganhamos todos os anos, das tias. As camisolas de interior. As meias. Os lenços de assoar. Esses são presentes que nós já esperamos ganhar e que antes de os receber já estamos conformados com eles. Depois de os receber, então, até verificamos o jeito que dão em muitas ocasiões.
Mas no Natal em que eu tinha uns dez ou onze anos eu não gostei nada de receber uns patins. Acho que até chorei. A minha prima V. também ganhou uns iguais. Não me lembro se ela gostou ou não. Eram uns patins de quatro rodas, sob uma estrutura metálica de duas peças que encaixavam uma na outra permitindo ajustar a plataforma a vários tamanhos. Umas correias de cabedal apertavam sobre os sapatos segurando os patins aos pés. Que desiludida fiquei. Eu queria lá patinar. Medricas como era, nem me atrevia a calçá-los. Teria preferido uma Barbie. Mas nessa época nem pensar em fazer trocas. Tinham-me calhado uns patins e pronto. Só bastante mais tarde me lembro de os usar. Hoje até queria ter uns patins daqueles. Não que me visse agora a deslizar sobre rodinhas. Mas tenho saudades. Saudades de mim.
quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
A vida secreta dos objectos - O anjinho de Natal

domingo, 28 de novembro de 2010
sexta-feira, 26 de novembro de 2010
Este post não é para dietas
Eu, por exemplo, gosto de fazer sandes de chocolate. Coloco uma barrinha dentro de um papo-seco com manteiga e já está. Esse meu colega dos Dom Rodrigo surpreendeu-nos com a sua versão de sandes de banana. No que toca a fruta para comer com pão, eu sou mais uvas, mas também há quem opte por laranja.
A dado momento, alguém falou de uma “especialidade” que eu talvez prefira designar como “simplicidade” e que me lembro de comer quando criança. A lembrança instalou-se, insidiosa, nos fundos do meu pensamento e não descansei até que hoje me banqueteei com o tal lanche.
Cortei uma fatia de pão, barrei-a com manteiga e salpiquei-a de açúcar. Uma delícia.








