quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Mãe

Há dez anos, hoje era sexta-feira. E era, como hoje, um dia límpido. O telefone tocou logo pela manhã. Do hospital chamavam-me porque “tinhas piorado”. Soube, quando lá cheguei, que “piorado” era apenas um eufemismo. Tinhas passado. Sim, tinhas passado para o outro lado da vida. E nem te despediste. Não estava previsto, pois não? Era para regressares a casa, era para melhorares.
Há dez anos, o sol tal como hoje brilhava e trocaste-nos as voltas. Partiste.
Há dez anos, foi esta manhã.

6 comentários:

Manuela disse...

Luisa, um abraço.

Isa GT disse...

Uma coisa é certa, acabamos todos por passar para o outro lado. Se virmos bem, a morte é a única coisa democrática e justa... é mesmo para todos.

Bjo grande

AC disse...

Luísa,
A mãe é referência para toda a vida.
Há dores que nunca desaparecem, apesar do desfilar do tempo...

beijo :)

Catarina disse...

É a única certeza que existe!
A mãe faz-nos sempre falta, independente, da nossa idade ...
Um abraço

T disse...

Como a compreendo. Um beijinho.

caminhante disse...

e como todas as palavras não fazem sentido, fica um beijinho...