terça-feira, 4 de outubro de 2016

A dança

Outro dia, ao rés dos quilómetros de estrada que fazia, sentada de pendura e olhando a paisagem desfilar à minha direita, ia ficando meio tonta sempre que passavam por mim alguns pinhais. Era ao final da tarde, na hora da luz dourada, quando o sol se insinua por trás dos troncos negros e brilha entre as fendas das copas das árvores. Intrigada, olhei melhor. Foi quando percebi que o que me entontecia era uma valsa. Ali, entre os pinheiros, olhando o céu, estávamos nós a rodopiar.

12 comentários:

papoila disse...

Bonita imagem...
Bjs

Rui Espírito Santo disse...

É justíssimo dizer-te que estou francamente encantado com a maneira como escreves, Luisa !
Eu sinto-me a acompanhar-te ! :)

Manuel Veiga disse...

uma vertigem (imprevista) em forma de valsa.
os raios de sol gosta de brincar, como se sabe...

Pedro Coimbra disse...

Um texto encantador

Tétisq disse...

uma imagem muito bonita. acaba de me mostrar uma fotografia tirada sem máquina...

Briseis disse...

até senti os olhos perderem-se, confusos, como se estivessem a ver também a vossa valsa entre os pinheiros...

Manu disse...

Excelente comparação!
Apetece dizer: - Posso valsar contigo?

Beijinhos Luísa

Catarina disse...

Segui o teu valsar... : )

conta corrente disse...

Belíssimo.

Claro que um tango... enfim um tango.

Ah é verdade Luisa ontem inadvertidamente apaguei um comentário teu a um post meu. Veio para o e-mail carreguei em eliminar em vez de publicar. Desculpa. Não consigo recuperar. Desculpa...

Marta Moura disse...

Tão bonito!

Ana Freire disse...

Uma belíssima descrição, de um entardecer encantador...
Beijinhos
Ana

Manel Mau-Tempo disse...

até bailei agora, no lugar de pendura na tua escrita :)