segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

A ler

É na cama que mais gosto de ler. Não deitada, nem sequer muito recostada. Levanto a almofada, finco o assento no seu lugar e encosto-me à cabeceira. No aconchego macio dos lençóis, encontro o melhor canto de leitura cá de casa.
Se as páginas se apresentam com conteúdo empolgante, demoro-me na mesma posição, incapaz de interromper a história que corre sob os meus olhos. Até que chega aquela dor insuportável e, com o traseiro já dormente, me obrigo a escorregar, apoiando outro lado do corpo, ou até a deixar as páginas que faltam para o dia seguinte.
Outras vezes, porém, a sessão de leitura fica mais curta. Ou porque a história está morna, ou porque estou demasiado cansada, instala-se um peso sobre os meus olhos, amolece cada músculo do meu corpo e Morfeu domina-me de repente. Fico então sentada, de livro na mão e cabeça pendente, balançando naquela linha divisória, entre a vigília e o sono.
Acho que até chego a sonhar.

9 comentários:

lisbon new-yorker disse...

aconteceu-me ontem :)

Isa GT disse...

Agora ando muito fina (ou a ficar velhota lol)... não leio na cama nem muito recostada no sofá... senão adormeço... ao fim de duas páginas :)

Bjos

Carlos Barbosa de Oliveira disse...

Também era na cama que eu gostava mais de ler. Até que o oftalmologista me obrigou a terminar com esse prazer, porque a minha vista estava em perigo. Agora, adormeço muitas vezes no sofá da sala, mas não é a mesma coisa...

Manuela disse...

Luisa, que bem-estar transparece, deste teu post :)
Ler... sempre...
Beijinhos

mdsol disse...

:))))))))))

El Matador disse...

Podia ter sido eu a escrever este post. No masculino é claro.

Catarina disse...

Temos algo em comum, luisa! : )

JoeFather disse...

Ler antes de dormir é uma delícia, já fiz muito isso!

Hoje, de tão cansado, leio somente meus pensamentos enquanto agradeço pelo dia!

Grande abraço e parabéns pelo texto, muito bem escrito.

kuka disse...

Hummm! Já vi que a menina não dorme acompanhada. Eu não posso fazer isso durante muito tempo sem levar umas cotoveladas para apagar a luz.