sábado, 11 de agosto de 2012

Quente



Pensei vir aqui escrever sobre o calor que se abateu sobre nós. Pensei nisso porque impensável é colocar um pé fora de casa a esta hora. Fazê-lo é levar com um peso implacável sobre os ombros. Até o vento sopra línguas de fogo. Então pensei vir aqui escrever sobre o calor. Mas custo a deslindar as teclas que, uma a uma, se derretem. Já nem percebo a que letra corresponde cada uma delas. O teclado está feito numa papa. O monitor começou agora a derreter e o azul da Microsoft Word já escorre pelo tampo da secretária. Não tarda chega ao chão como se fosse um rio de lava. Pensei vir aqui escrever sobre o calor que se abateu sobre nós e percebo agora que devo deixar um aviso. É provável que em segundos este post entre em combustão.

3 comentários:

Rui Pascoal disse...

Dali e "A Persistência da Memória"... daí, por este andar, um computador sem ela.
:)

redonda disse...

Parece mesmo muito quente!

El Matador disse...

eu cometi a asneira de sair a essa hora. arrependi-me tremendamente.