sexta-feira, 18 de novembro de 2011

São Francisco

Nunca estive em São Francisco. Mas conheço-a. É a cidade que tem uma casa azul encostada à colina. Aquela casa sempre aberta porque os que lá vivem jogaram fora as chaves da porta.

Quando abri a “Gaveta de Papéis” do José Luis Peixoto e olhei para a fotografia da São Francisco dele regressei ao passado e à São Francisco do Maxime Le Forestier. Regressei a um passado bem anterior ao próprio José Luis Peixoto. Ao passado daquela São Francisco da casa azul encostada à colina em que podíamos entrar sem bater à porta.




4 comentários:

Rafeiro Perfumado disse...

Não me digas que essa casa era a filial do FCP em São Francisco...

luisa disse...

Rafeiro Perfumado,
:)) sabe-se lá... Eu gosto muito da canção, mas por mim até pintava a casa de vermelho...

Teté disse...

Esse do Peixoto ainda não li, tem ar de ser meio poético, embora ele quando escreve prosa também o ser. A música, pois, não me é totalmente estranha, mas provavelmente por a ter ouvido na telefonia, no século passado... :)))

Bom fim de semana e bom passeio de domingo!

luisa disse...

Teté,
É poesia, sim.
A música é dos anos 60 e acompanhou a minha adolescência. Era tema infalível nos campos de férias. :)