quinta-feira, 6 de outubro de 2011

E tu, que tosta queres?

Num destes dias resolvi encomendar uma tosta de frango para o meu almoço, ali na pastelaria que está junto ao meu local de trabalho. O dono da pastelaria, embora estando já meio careca é com toda a certeza mais novo do que eu. Aproximei-me do balcão e disse-lhe que pretendia encomendar uma tosta para as 12h30. Ele perguntou-me “como é que te chamas?” e “que tosta queres?”. Depois anotou diligentemente num post-it amarelo o meu nome e as iniciais do meu serviço. Assim sendo, ele não me confundiu com nenhuma jovem estudante da secundária que fica na rua da frente. Como também não mantenho nenhum tipo de convivência particular com o dono da pastelaria e nunca o tratei por tu, prefiro ficar “convencida” de que mantenho um ar de miúda.

Há dias em que gosto mesmo de me iludir.

6 comentários:

Carlos Barbosa de Oliveira disse...

E provavelmente terá. luisa. De qualquer modo, este tratamento por tu na publicidade que nos entra via e-mail ou telemóvel e mesmo na comunicação social, encanita-me...

Teté disse...

Falta de chá, mesmo que realmente pareças uma miúda... :)))

Não tenho por hábito tratar as pessoas por você. Família, amigos e pessoas que conheço, nem que seja aqui virtualmente, à excepção de pessoas bastante mais velhas. Mas verdade seja dita empregados de qualquer loja, cabeleireiros, funcionários das finanças ou do centro de saúde, trato a todos por você. Afinal não os conheço de lado nenhum, suponho que é uma falta de educação tratá-los "tu cá tua lá". Mas o inverso também é verdade! ;)

Beijocas!

George Sand disse...

Independentemente do ar de miúda...não é profissional o tratamento. Eu nestas coisas sou um bocadinho snob e pergunto logo de onde nos conhecemos...

Dé disse...

Lá que tens ar de miuda é verdade,mas que diabo!
É mesmo falta de profissionalismo !
Beijinhos

redonda disse...

Se for essa a razão, parece-me perfeitamente desculpável :)

Rachelet disse...

Sim, também me acontece o mesmo. Aqui no Norte, as pessoas usam algo para contornar um uso de você com pessoas que lhes parecem novas demais para esse tratamento: usam o «menina» as in «Que tosta é que a menina quer?».

No entanto, o caixa do Lidl insiste em tratar-me por tu as in «Podes confirmar.» ou «Queres saco?». Não sei, se calhar é assim que ele (acha que) engata?