terça-feira, 9 de agosto de 2016

Calma


Na hora da calma, sigo pelas ruas que me conduzem ao almoço. Caminho rente às paredes abrigando-me na estreita nesga de sombra que ainda subsiste junto a alguns prédios com varandas. O sol castiga-me o braço que não logra ser alcançado pela benesse desse abrigo. Apresso-me para fugir do calor infernal.

Na fila dos tabuleiros do self-service vou fazendo o meu prato enquanto o dono do restaurante explica a um pequeno grupo, no seu melhor francês, como funciona o estabelecimento. O seu melhor francês é até muito bom. Atesto-o. Ainda assim o sistema da comida a peso parece difícil de entender para os quatro turistas e o pobre homem, rapaz, que ainda é novo, tem de explicar uma e outra vez até que finalmente decidem experimentar. Allez, on va bien voir.

Instalaram-se numa mesa ao fundo da sala e eu, de costas para eles, não consegui saber se afinal viram bem ou viram mal.

6 comentários:

Tétisq disse...

se não reclamavam deviam estar a ver bem...

AFRODITE disse...


Costuma-se dizer que "o gesto é tudo"... mas não é bem assim, quando até por vezes com palavras não nos entendemos.

O meu francês anda tão enferrujado... se fosse comigo provavelmente iam passar fome! hehehe


Beijinhos em português
(^^)

Majo Dutra disse...

~~~
Só apetece saladas frias
e descanso...
Há que ser paciente...
Bj ~~~~~~~~~

Pedro Coimbra disse...

Nunca experimentei comida ao peso (também existe aqui em Macau).
Em compensação, já experimentei cerveja ao metro no Algarve.

Teté disse...

Se a comida marchou, é sinal que "viram" bem o prato... :)

Beijocas

Ricardo Santos disse...

Às vezes dou música e Canções Doces