quarta-feira, 23 de maio de 2012

Infanticidas


Concluí que os pardais que ocuparam o meu telheiro só podem ser infanticidas. Vai-não-vai deparo-me com alguns dos seus filhotes recém-nascidos caídos chão, já sem vida. Ainda não têm ar de que tivessem tentado levantar voo - nem  penas têm -  e os seus cadáveres aparecem largados já fora de alcance do telheiro. 

8 comentários:

Lili disse...

:) é! às vezes parece isso mesmo, mas há uma coisa muito engraçada nos pardais, se se apercebem que uma (ou mais) das crias não são viáveis, matam-nas para que não sofram. ou se por alguma eventualidade não conseguirem alimentá-los, preferem acabar com o sofrimento das crias a deixá-las "perder-se" sozinhas. lá terão a sua motivação ;)

Teté disse...

É, como diz a Lili, por vezes os animais (não só os pardais) se veem que uma cria é mais frágil, optam por a largar, para assim melhor alimentar as restantes... Opções de uma justiça muito própria! ;)

Beijocas!

Vítor Fernandes disse...

Podem ser rejeitados. O meu filho quando era pequenito apanhava-os do chão, ainda com vida e nós criavamo-los em casa.

luisa disse...

Suponho que é isso... são rejeitados. O que me faz impressão é serem muitos nesta situação, mas a verdade é que também são muitos os pardais "ocupas" que se instalaram por aqui. E o meu pátio é que sofre!

Carlos Barbosa de Oliveira disse...

A Lili já disse tudo. Impressiona um bocadinho, é verdade, mas é a lei da vida. Ainda há muitos casais chineses a fazerem o mesmo, quando o primeiro filho é uma rapariga...

luisa disse...

Essa parte "chinesa" é muito pior, Carlos :(

D.S. disse...

De facto a seleção chinesa é muito pior, uma vez que é baseada no sexo. É contra-natura.

Mas os pássaros rejeitam muito os filhos, sim :( Lembro-me que a minha mãe, que tem uma gaiola enorme e às vezes tem a sorte de ter passarinhos novos nascidos nos ninhos, fica muitas vezes desiludida porque os pais expulsam-nos do ninho ou simplesmente deixam de os alimentar e aquecer. É dura, a lei da selva.

mfc disse...

... são os irmãos que os empurram do ninho!
É a lei da sobrevivência!