sexta-feira, 9 de julho de 2010

A geometria da preguiça


Os dias sucedem-se quentes e luminosos. O céu de tão azul entontece-me. Tenho a preguiça exacerbada e por muito que enumere o que me falta fazer, não faço nada. Sorvo as horas como uma bebida mágica que me transporta até à linha do horizonte. Lá chegada, olho para trás e vejo aquela estante de livros que me acena, gritando por uma drástica arrumação. Naquela prateleira as fotografias amontoadas reclamam, juntamente com as que já se descolaram do álbum, uma selecção rigorosa e uma qualquer ordenação lógica. Viro costas e mergulho no mar refrescante do "pouco importa"...

2 comentários:

Vera, a Loira disse...

Por vezes o "pouco importa" é o melhor que fazemos. Beijinho.

AC disse...

Ui, conheço muito bem essa sensação, própria dos dias quentes de Verão.
Desde que a consciência fique apaziguada, não traz grandes dissabores. Gozemos, então, a canícula. :)