quarta-feira, 28 de julho de 2010

Eu, cabeleireira...

Vi ao longe uma seara de milho.

Aquele verde todo com espigas a despontar levou-me de volta aos dias da minha infância em que eu brincava com as maçarocas, fazendo das mesmas bonecas, para lhes pentear as barbas como se eu fosse uma cabeleireira. Lembro-me que até arranjava um pequeno vaporizador onde colocava água para as borrifar e supostamente “fixar” os penteados. Era tão simples esta brincadeira e sei que me sentia tão ou mais feliz do que as meninas de hoje com as suas mais sofisticadas bonecas.

8 comentários:

Isa GT disse...

Nem mais, pelo menos a imaginação crescia ;)

Bjos

Vera, a Loira disse...

São estas coisas simples que nos fazem felizes, eras feliz na altura, com as brincadeiras e és feliz agora, quando pensas nisso com tanto carinho.

AC disse...

Ai, Luísa, gostei muito deste texto.
Como me seduz a simplicidade das coisas!

beijo

Tulipa disse...

É verdade, hoje perde-se a capacidade de valorizar as pequenas coisas. kiss

Carlos Barbosa de Oliveira disse...

Antes das Play Stations e das novas tecnologias, os brinquedos despertavam muito mais a imaginação. Agora, as crianças brincam a decalcar a vida real numa forma que lhes é imposta em modelos standars. Digo eu...

Arménia Baptista disse...

...Tem piada, agora me lembro...e com as abóboras? Aquelas "cintadas" tipo "amendoim" também davam umas bonecas elegantes, com a vantagem de se poder desenhar a boca e os olhos...Ricos tempos!!!
:))

luisa disse...

As chamadas cabaças, não é Arménia? Como na história da velha e da cabacinha...:)

Arménia Baptista disse...

Não Luisa, não eram cabaças mas sim abóboras porqueiras, algumas nasciam assim meio atrofiadas e deformadas, de um mesmo pé que dava abóboras grandes!...
(...numa dessas, não ía ser muito cómodo para a velha viajar!!!..)
:))