quinta-feira, 18 de maio de 2017

Ceci n'est pas un ciel

Queria tê-lo contado ontem mas não calhou. Queria tê-lo contado ontem mas, no programa do fim de tarde não coube mais nenhuma alteração ao previsto. Nem no programa da noite. Talvez o devesse ter fotografado para o contar hoje mas a pressa desviou-me da intenção. Agora não há nada a fazer. Quando olhei hoje para o céu apenas vi o azul sem padrão e sem limite. O vento tem soprado forte e é ele o provável culpado da mudança. Deve ter levado para outras latitudes as pequenas nuvens brancas que ontem se distribuíam harmoniosamente pelo céu das sete da tarde, quando eu vinha de regresso a casa. Então, fiz esse caminho sob um autêntico céu de Magritte. Agora, não me conformo por ter perdido a oportunidade de o fixar para sempre.

15 comentários:

papoila disse...

Sei o que estás a sentir, já me aconteceu uma vez com uma imagem fantástica de nevoeiro não tinha máquina na carteira (nessa altura não se fotografava com os telémoveis) e quando voltei a magia tinha desaparecido :((

Ficas tu com essa imagem..
Bjs

Gaja Maria disse...

São imagens que ficam registadas na memória e no coração :)

xilre disse...

Proponho a fundação de um Museu de Céus.

bea disse...

E não é bonito tê-lo visto? Isso sim, importa. A maioria das pessoas não olha para o firmamento e nem pensa nisso.

Graça Sampaio disse...

Nunca se fixa nada para sempre. Fica-se apenas com a memória difusa, alterada, impressionada...
Mas viste-o e isso é que interessa.

Beijinhos azuis.

Carlos Barbosa de Oliveira disse...

Já me aconteceu. É uma sensação de frustração terrível

Benó disse...

Também conheço essa sensação de falha. Podemos dizer- fica para a próxima-- Mas nada se repete na vida.

Victor Barão disse...

Fatalidades de quem tem o gosto fotográfico _ já me ocorreu várias vezes, com relação a diversos assuntos, uma dessas vezes há quase duas décadas e ainda não me esqueci, nem jamais esquecerei. No caso é uma foto que fica impressa apenas na nossa mente/memória!

Boas fotos futuras, então

Pedro Coimbra disse...

Esse céu e essa luminosidade única de Portugal.
Dá facilmente para imaginar e recordar.
Bfds

Os olhares da Gracinha! disse...

Fixou-o na sua mente ... e isso é que importa!!!bj

luisa disse...

papoila,
Por essas e outras é que precisávamos de ter uma máquina fotográfica incorporada nos olhos. :)

GM,
...que são provavelmente os melhores modos de registo. :)

Xilre,
Que ideia tão boa... :)

bea,
É sim. Eu, então ando sempre a olhar o céu. :)

Graça,
Mesmo se a memória desfoca as coisas, não deixamos de as ter lá fixadas. Devo contentar-me com isso. :)

Carlos,
Pois é. Mas também sei que me há de acontecer mais vezes.

Benó,
Não se recuperam os instantes perdidos, mas outros instantes virão ao nosso encontro. Essa ideia sempre nos dá alento. :)

Victor,
E a memória não deixa de ser um bom suporte para gravarmos estas imagens. :)

Pedro,
Somos uns privilegiados, sem dúvida.

CCF disse...

Esse céu está aqui todo nesse bocadinho de escrita.
~CC~

Manuel Veiga disse...

e nele, azul - o gato?

luisa disse...

Gracinha,
Aí sim, fixou-se mesmo. :)

CC,
Se dá para vê-lo assim, só posso ficar feliz. :)

Manuel,
Não sei. Não vi.

Ana Freire disse...

Outras oportunidades surgirão... de qual forma... tal impossibilidade, suscitou mais um belo post!...
Beijinhos
Ana