Ao som das ondas e do vento.
domingo, 8 de dezembro de 2019
Dezembro
Entre
um domingo e outro, dezembro instalou-se. Trouxe noites frias e dias
de sol. Hoje trouxe nuvens egoístas. Passeiam-se no alto guardando
só para elas a água que levam. No largo da igreja, foi inaugurado
um presépio gigante, cheio de figurinhas, pedras e verdura. Os
gaiatos animados saltitavam em redor. Olha aqui as vacas! E o peixe,
viste o peixe? Eu só não saltitei fisicamente. Está bonito o
presépio, naïf que só ele. É dessa ingenuidade que dezembro
precisa, tal como eu.
domingo, 1 de dezembro de 2019
Passeio de domingo (471)
Hoje não houve passeio. Nem ontem. Preencho o espaço com imagens de um dezembro antigo, ainda nos seus primeiros dias.
quarta-feira, 27 de novembro de 2019
terça-feira, 26 de novembro de 2019
Intermitências
Eu,
que ultimamente pouco devo à assiduidade no que toca a atualizar
este blog e que de regularidade também não me posso propriamente
gabar, fico sem grande legitimidade para aqui vir arrazoar sobre as
intermitências de blogs que tanto gosto de ler. Mas o facto é que
elas me inquietam. Há os que avisam e me deixam numa espera
sossegada. Se não avisam das ausências, quando dou por elas fico um
pouco preocupada mas tendo a achar que é coisa passageira e que, sem
que eu espere, um destes dias me surpreendem. E assim acontece. E
quando acontece de me saltar de novo à vista uma sua atualização,
é sempre uma boa surpresa, uma felicidade, mesmo que breve em certos
casos. Outros há que, de repente, fecham a janela (isto dos blogs
são mais janelas do que portas) e afixam uma tabuleta avisando que o
acesso é reservado. Aí a inquietação é maior. Fico sempre sem
saber se é uma forma de suspender o blog ou se é mesmo uma
restrição de leitores. Respeito, compreendo, aceito, mas
entristeço-me por não mais os poder ler.
domingo, 24 de novembro de 2019
Agora
Agora
que desenformei o bolo e que espero que arrefeça o suficiente para o
poder provar, agora que já recolhi a roupa que estava a secar lá
fora; agora que já fui colher um ramo de hortelã para aromatizar a
canja que há de confortar-me ao jantar; agora que não se anuncia
qualquer tarefa inadiável, agora que o dia está a declinar e que
até já fechei as persianas das janelas de casa, abro a janela das
histórias que se contam no blogobairro, exponho um passeio de
domingo e vou inteirar-me das novas que por aí se dão a ler.
terça-feira, 19 de novembro de 2019
Há metafísica bastante em não pensar em nada
(...)
Metafísica?
Que metafísica têm aquelas árvores
A
de serem verdes e copadas e de terem ramos
E a de dar fruto na sua hora, o que não nos faz pensar,
A
nós, que não sabemos dar por elas.
Mas
que melhor metafísica que a delas,
Que
é a de não saber para que vivem
Nem
saber que o não sabem?
(...)
Alberto Caeiro
domingo, 17 de novembro de 2019
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