domingo, 8 de dezembro de 2019

Passeio de domingo (472)


Ao som das ondas e do vento.









Dezembro


Entre um domingo e outro, dezembro instalou-se. Trouxe noites frias e dias de sol. Hoje trouxe nuvens egoístas. Passeiam-se no alto guardando só para elas a água que levam. No largo da igreja, foi inaugurado um presépio gigante, cheio de figurinhas, pedras e verdura. Os gaiatos animados saltitavam em redor. Olha aqui as vacas! E o peixe, viste o peixe? Eu só não saltitei fisicamente. Está bonito o presépio, naïf que só ele. É dessa ingenuidade que dezembro precisa, tal como eu.

domingo, 1 de dezembro de 2019

Passeio de domingo (471)


Hoje não houve passeio. Nem ontem.  Preencho o espaço com imagens de um dezembro antigo, ainda nos seus primeiros dias.










terça-feira, 26 de novembro de 2019

Fiquei em branco


Intermitências


Eu, que ultimamente pouco devo à assiduidade no que toca a atualizar este blog e que de regularidade também não me posso propriamente gabar, fico sem grande legitimidade para aqui vir arrazoar sobre as intermitências de blogs que tanto gosto de ler. Mas o facto é que elas me inquietam. Há os que avisam e me deixam numa espera sossegada. Se não avisam das ausências, quando dou por elas fico um pouco preocupada mas tendo a achar que é coisa passageira e que, sem que eu espere, um destes dias me surpreendem. E assim acontece. E quando acontece de me saltar de novo à vista uma sua atualização, é sempre uma boa surpresa, uma felicidade, mesmo que breve em certos casos. Outros há que, de repente, fecham a janela (isto dos blogs são mais janelas do que portas) e afixam uma tabuleta avisando que o acesso é reservado. Aí a inquietação é maior. Fico sempre sem saber se é uma forma de suspender o blog ou se é mesmo uma restrição de leitores. Respeito, compreendo, aceito, mas entristeço-me por não mais os poder ler.

domingo, 24 de novembro de 2019

Passeio de domingo (470)


Digamos que fui passarinhar...
[ontem, nos Salgados]









Agora


Agora que desenformei o bolo e que espero que arrefeça o suficiente para o poder provar, agora que já recolhi a roupa que estava a secar lá fora; agora que já fui colher um ramo de hortelã para aromatizar a canja que há de confortar-me ao jantar; agora que não se anuncia qualquer tarefa inadiável, agora que o dia está a declinar e que até já fechei as persianas das janelas de casa, abro a janela das histórias que se contam no blogobairro, exponho um passeio de domingo e vou inteirar-me das novas que por aí se dão a ler.

terça-feira, 19 de novembro de 2019

Há metafísica bastante em não pensar em nada


(...)


Metafísica? Que metafísica têm aquelas árvores
A de serem verdes e copadas e de terem ramos
E a de dar fruto na sua hora, o que não nos faz pensar,
A nós, que não sabemos dar por elas.
Mas que melhor metafísica que a delas,
Que é a de não saber para que vivem
Nem saber que o não sabem?


(...)

Alberto Caeiro

domingo, 17 de novembro de 2019