domingo, 8 de março de 2015

Quebrar silêncios

Noto agora como custa quebrar certos silêncios. Cuidei que facilmente aqui deixaria impressas palavras justapostas e devidamente compostas. Um verso, talvez. Uma trova. A rima, porém, não está em mim. Não está aqui. E as palavras, malvadas, riem-se. Fazem pouco. Bem as vejo esconder-se por debaixo do teclado. Formam-se e deformam-se. Dizem-me e desdizem-me. Deslizam. Rodopiam. Entontecem-me. Não quero saber. Por hoje, desisti.

9 comentários:

AC disse...

Ora, Luísa, as palavras gostam de si. Basta ler este "não texto", ficou impecável.

Uma boa semana! :)

Penélope disse...

Luisa, até as palavras podem ter inveja e ficarem encolhidas! Eu tenho! Que maravilha de fotografias ali tem. Que belo Algarve, o dos seus olhos.

Um abraço

heretico disse...

sabes tecer muito bem as palavras em que te (nos) enredas!...

beijo

Maria Moura disse...

Sei tão bem qual a sensação, Luísa. No entanto, ninguém diria pela forma como rodopiou com estas palavras!

Boa semana.

© Piedade Araújo Sol disse...

Luísa
há dias assim, mas o que escreveste é tão belo, que faço meu o comentário do heretíco.
beijo
:)

Miss Smile disse...

Gostei muito do texto. Reproduz na perfeição aqueles dias em que a inspiração brinca connosco às escondidas, com as palavras pela mão :)

Maria Eu disse...

Não se nota nada. :)

Teté disse...

Há dias assim, que nos temos de limitar à desistência... :)

Beijocas

redonda disse...

Achei o máximo este texto, nele, as palavras não parecem de todo estar a fugir.