quarta-feira, 4 de setembro de 2013

A viagem

Todos os dias se embrenhava na leitura do jornal. Gostava de ficar a par das novidades. Convinha-lhe estar minimamente atualizado sobre o andamento político do país, sentia a necessidade de acompanhar o noticiário económico e a secção internacional dava-lhe sempre a sensação de viajar pelo mundo. Lia as novas do desporto de fio a pavio e não descurava a secção cultural. Quando já não lhe sobrava qualquer linha para ler, separava as folhas uma a uma e entretinha-se a dobrá-las, transformando-as em pequenos barcos ou em aerodinâmicos aviões. Continuava assim a sua viagem.


12 comentários:

Rosa dos Ventos disse...

Parabéns!
Adoro estes textos assim, curtos mas que tanto dizem!

Abraço

Existe Sempre Um Lugar disse...

Olá,
texto muito bem conseguido com criatividade, o mesmo é significativo porque viajamos sempre, nem que seja na nossa imaginação.

ag

Arco Iris disse...

Muito bom!....
ainda por cima leva-nos à nossa infância em que com o jornal fazíamos o barco, e o avião.
:))

Fê blue bird disse...

A melhor maneira de utilizar um jornal :)

beijinho

Rui Pascoal disse...

Por momentos regressei ao Jardim Escola João de Deus... tal o poder da escrita/imagem.
:)

Teté disse...

Ao olhar a imagem e ler o texto lembrei-me do "Lá vem a Nau Catrineta, que tem muito que contar...", dos tempos de escola! :)

Gostei muito!

Tétisq disse...

os jornais meio de comunicação viaja assim pelos rios, mares, céus - segue pelas vias de comunicação :)

Carlos Barbosa de Oliveira disse...

Quando era miúdo, um dia comecei a fazer barcos e aviões com o jornal do meu pai.
Quando ele chegou a casa, aprendi da pior maneira que nunca mais devia tratar assim um jornal :-)
Texto adorável!

ALUISIO CAVALCANTE JR disse...

Querida amiga

Talvez neste continuar,
encontrasse para si
o sentido da vida...

Que a alegria dance
em tua vida apaixonadamente.

Pedro Coimbra disse...

Tinha um mestre na Universidade que fazia um barquinho de papel no início das orais.
Depois, de charuto na boca, ia fazendo furos no barco e dizia - está a meter água.
Até chegar ao momento fatídico - foi ao fundo!!

AC disse...

Sempre achei que a Luísa escreve muito bem, e que, por vezes, deveria ousar mais.
Parabéns, o texto está muito bom!

Beijo :)

© Piedade Araújo Sol disse...

lembrei de meu pai, ele fazia exactamente o mesmo...

saudade que o tempo nunca apaga...

:)