quarta-feira, 8 de maio de 2013

A vida secreta dos objetos: o frasco de álcool gel



A sério. Sabem há quantos anos estou para aqui encostado a outros frascos na prateleira do roupeiro? Pois. Há mais de dois anos.

Aquilo em 2009 foi uma loucura. À custa da pandemia prevista de gripe A, eu e os meus pares éramos os produtos mais procurados no mercado. Chegaram a verificar-se situações de autêntico desespero no interior das malas de mão das senhoras. É que era imprescindível que contivessem um pequeno frasco de álcool gel para usar em qualquer situação de necessidade de higienização das mãos.

Aquilo é que foi uma campanha a sério. Até esgotámos nas farmácias. Também é verdade que a produção aumentou porque, em seguida, passámos a estar disponíveis em qualquer supermercado.  Aqui em casa tenho a companhia de mais dois frascos. Um deles, verdade seja dita, está praticamente vazio. Eu ainda estou aqui para as curvas com metade da minha capacidade útil e outro ainda nem sequer foi encetado.  Mas qual quê? Para que servimos? Depois daquela febre toda, acabámos por sair da mala de mão, que se está sempre a queixar de peso excessivo, e arrumaram-nos na prateleira.

Hoje em dia, contentam-se em lavar as mãos com sabonete antibacteriano ou com aquele que estiver disponível enquanto nós, os frascos de álcool gel, entrámos completamente em desuso. Bem tentamos chamar a atenção quando ela vem buscar qualquer acessório aqui nas nossas redondezas, mas os tempos são de crise e não temos conseguido qualquer novo posto na mala de mão.

Isto assim não é vida. Estou seriamente a pensar tomar uma atitude mais enérgica. Tenho que convencer os meus pares a fazer lobby junto da OMS ou pelo menos da Direção Geral da Saúde para que promovam uma campanha capaz de nos criar novo emprego.

9 comentários:

Graça Sampaio disse...

Nem mais! Assim é que se fala!...
Nem quero que me lembrem dessa pseudo pandemia anunciada e do rebuliço que foi nas escolas! Ainda estava na direcção e aquilo é que foi planos de contingência e frascos como este e dispensadores de sabão líquido e sei lá o que mais!

O texto está de mais!

Rui Pascoal disse...

O Medo... ainda mais que o segredo, é a alma do negócio.
:(

papoila disse...

Essa fase foi muito estranha, todos amedrontados ainda bem que se esqueceram dela, depois foi o pânico com os pepinos....não há nada que chegue à calmaria !!!

Teté disse...

Eheheh, nunca usei! É certo que desde essa altura que tenho mais cuidado com a higiene das mãos, ou seja, se agarro um corrimão, um puxador, um varão de autocarro ou metro, depois vou lavar as mão - o mesmo em relação a uma festa a cães ou gatos, mas isso já fazia antes. Porque na verdade nunca sabemos quem é que tocou naqueles locais anteriormente... :)

Agora estes frascos (ou semelhantes) só usei nos hospitais, quando fui visitar uma amiga doente!

Beijoca!

Catarina disse...

Gostei do texto.
Estes frascos continuam a ser muito utilizados. Tenho um no carro (que uso todos os dias quando saio de um supermercado, por exemplo, embora neste perto de casa tenha toalhetes desinfetantes), outro na minha secretária e outros em casa... just in case!
Todos os hospitais continuam a ter estes dispensadores (tal como aí, suponho), assim como os Lares, as bibliotecas, aas escolas, os consultórios...
O desinfetante veio para ficar! : )

Pedro Coimbra disse...

Por aqui, até junto das máquinas de controlo de assiduidade e pontualidade existiam.
E começam a reaparecer com o H7N9

Naná disse...

Foi mesmo a corrida ao ouro do álcool gel. No entanto, ainda hoje uso em certas situações. especialmente quando saio de um supermercado!
Os meus não ficaram encostados, tenho-os ido gastando todos e vou comprando mais à medida da necessidade

agatxigibaba disse...

Querido frasco, não te preocupes que em breve eles inventam outra coisa qualquer para te dar uso a ti e a mais umas quantas invenções novas ;)

disse...

Também ainda tenho o meu frasco dessa época... hihihi

http://semjeitonenhum.blogspot.pt