
Armada em turista por ruas de Faro: cidade velha e beira ria...

No ano passado, por esta altura, este bloguesito de esquina, resolvia participar na festa de aniversário do Figo Lampo, um blogue de sabores divinalmente partilhados pela Margarida. Respondi ao seu convite, como já tenho respondido a desafios de outros blogues, numa relação de conhecimento limitada ao espaço da blogosfera. Mas se o mundo é pequeno, a blogosfera também. É que, passados alguns meses, tendo eu criado um perfil no facebook, que praticamente só uso por motivos profissionais, acabei por descobrir que afinal a Margarida e eu nos conhecíamos na “vida real” e que até já fomos colegas de trabalho. Foi uma feliz e agradável surpresa.
Este ano a Margarida festeja o terceiro aniversário do seu Figo Lampo e eu, por maioria de razão, não poderia deixar de responder ao seu desafio.
Ela convida-nos para a festa, desafiando-nos a confecionar e a publicar uma receita que de algum modo se inspire na temática numérica do “três”.
Dei voltas à cabeça e aos rascunhos de receitas que tenho, perdidos por entre as páginas dos livros de culinária aqui de casa. Convinha que fosse uma coisa fácil… nada de muito exigente para um blogue pouco dado às receitas.
E encontrei. No meio de umas fichas de cozinha, arrancadas a velhas revistas e guardadas numa capa de cartolina, estava um pedaço de papel cor-de-rosa, meio enrugado com um curto apontamento. Pequei nele, fui para a cozinha e assim nasceram os meus bolinhos de coco, feitos apenas com três ingredientes, dos quais três ovos. Por muito singelos que sejam, acho que os meus bolinhos de coco não irão fazer má figura na festa da Margarida.
Receita:
3 ovos
Mistura-se tudo. Coloca-se em pequenas formas de papel plissado e vai ao forno para dourar.
Os meus parabéns à Margarida e ao Figo Lampo!

Secaram-se as palavras uma por uma. Primeiro secaram as mais pequenas, as que cabiam em pouco mais de duas ou três letras. Definharam rapidamente sob o sopro quente do vento. As maiores ainda tentaram resistir. Agarraram-se umas às outras entrelaçando és e às. Os pês esticaram-se o mais que podiam, os tês tentaram fazer sombra sobre os cês e os is. Foi tudo