
Sacudo a areia. Lavo as toalhas de praia e o bikini. Arrumo o guarda-sol e o saco que me saiu em brinde numa revista feminina. Verifico a marcação de página nos livros cuja leitura ficou por terminar. O sol poente marca o fim das férias e dentro do peito cresce-me um novelo de angústias. Sobram pontas do tanto que ficou por fazer. Desfiam-se pedaços de tarefas projetadas que não chegaram a ser. Sobra-me agora o regresso ao trabalho, que, ali… ao fundo do fim de semana, já espreita com ar de quem não deixa dúvidas sobre quem manda agora. Na garganta, já aperta o nó do inevitável recomeço.


