Porque por vezes precisamos de uma ponte destas.
segunda-feira, 22 de março de 2010
Bridge over troubled water
domingo, 21 de março de 2010
Lembra-te de esquecer...
Afinal não sou só eu que me esqueço das histórias dos livros que leio. Nesta crónica ainda dou pela conveniência que isso representa, já que podemos redescobrir sempre maravilhosos trechos de literatura. Encantam-nos uma primeira vez e voltam a encantar-nos uma segunda ou mais vezes.
Em certas ocasiões, falando entre amigos sobre livros que já lemos, sei dizer que gostei muito deste ou daquele romance, mas com frequência tenho alguma dificuldade em contar a história. Quando isso acontece, é certo que não tardo a voltar a essa leitura. Posso redescobrir o mesmo prazer da vez primeira, ou não. Já me tem sucedido perder o interesse no enredo e questionar-me como foi possível eu ter gostado daquele livro.
Tal como Richard O'Mara, fico menos apreensiva com as falhas de memória, já que no que à literatura diz respeito posso sempre "desfrutar do constante prazer da descoberta". Por outro lado, também sei de quem repete infindavelmente as suas leituras preferidas, tal como crianças que querem sempre ouvir contar a mesma história ou que vêem incansavelmente o mesmo vídeo. Marcou-me, e acho até que me fez inveja, ouvir uma vez um professor meu dizer que relia todos os anos a sua obra preferida.
Em certas ocasiões, falando entre amigos sobre livros que já lemos, sei dizer que gostei muito deste ou daquele romance, mas com frequência tenho alguma dificuldade em contar a história. Quando isso acontece, é certo que não tardo a voltar a essa leitura. Posso redescobrir o mesmo prazer da vez primeira, ou não. Já me tem sucedido perder o interesse no enredo e questionar-me como foi possível eu ter gostado daquele livro.
Tal como Richard O'Mara, fico menos apreensiva com as falhas de memória, já que no que à literatura diz respeito posso sempre "desfrutar do constante prazer da descoberta". Por outro lado, também sei de quem repete infindavelmente as suas leituras preferidas, tal como crianças que querem sempre ouvir contar a mesma história ou que vêem incansavelmente o mesmo vídeo. Marcou-me, e acho até que me fez inveja, ouvir uma vez um professor meu dizer que relia todos os anos a sua obra preferida.
Postal de Primavera

Está datado de 1975 e assinado pela minha prima E.
Trago-o para aqui porque sei que dele se soltaram hoje sedosas borboletas que festejaram a chegada da Primavera.
sábado, 20 de março de 2010
A vida secreta dos objectos - A boneca de prata
Hoje estou que nem posso, de contente.
Sempre gostei de ver aquelas rubricas das revistas femininas em que se mostra a fotografia das senhoras antes e a fotografia das senhoras depois. Antes da intervenção da estilista, da maquilhadora, do cabeleireiro. E depois. Depois, quando já surgem lindas de morrer, produzidas que nem estrelas de cinema. Passes de mágica que fazem de qualquer burgesso uma verdadeira princesa.
Pois bem, hoje aconteceu-me!
É mesmo. Eu em quem já ninguém reparava, eu que estava toda oxidada de negro, baça, apagada, encostada a outros tantos como eu…
Ela passou por ali, agarrou-me e foi um verdadeiro tratamento spa! Que maravilha… eu toda embebida de “Silver Polish”. Eu a ser massajada como há muito não acontecia… Depois fiquei uns minutos em relaxe… Hum, que delícia!. Finalmente, com aquele pano sedutoramente macio, ela puxou-me o brilho energicamente e …Tcharan!!!! Aqui estou eu deslumbrantemente renovada! E sim, tive também direito à sessão fotográfica do antes e do depois.
quinta-feira, 18 de março de 2010
Pau de pita

Não sei dizer porquê, mas o meu olhar demora-se sempre um pouco nestas piteiras que crescem à beira dos caminhos, por vezes encavalitadas em valados. Este seu rebento, a que chamam pau de pita, eleva-se elegantemente para o céu e faz-me, também a mim, erguer a cabeça. Mimeticamente sinto-me, do mesmo modo, elegante.
Patetices em honra dos pés
Era uma vez uma bolha.
Era uma bolha do pé.
Era um pé dentro de um sapato.
Era um sapato fechado e apertado.
Era uma vez um calo.
Era um calo do pé.
Era um pé dentro de um sapato.
Era um sapato fechado e apertado.
Um dia o calo reparou na bolha.
E a bolha reparou no calo.
A bolha tinha uma bela cor rosada que atraiu os olhares do calo.
O calo era um duro.
E a bolha não resistia a esse tipo de calo.
Então o calo convidou a bolha para um passeio.
Os dois passearam e se apaixonaram.
Decidiram casar e casaram.
Foram muito felizes e tiveram muitos filhos... no pé dentro do sapato fechado e apertado.
Quem seria o dono do pé?
[Porque há muito tempo que não tinha os meus tão moídos...Ai que dia!]
Era uma bolha do pé.
Era um pé dentro de um sapato.
Era um sapato fechado e apertado.
Era uma vez um calo.
Era um calo do pé.
Era um pé dentro de um sapato.
Era um sapato fechado e apertado.
Um dia o calo reparou na bolha.
E a bolha reparou no calo.
A bolha tinha uma bela cor rosada que atraiu os olhares do calo.
O calo era um duro.
E a bolha não resistia a esse tipo de calo.
Então o calo convidou a bolha para um passeio.
Os dois passearam e se apaixonaram.
Decidiram casar e casaram.
Foram muito felizes e tiveram muitos filhos... no pé dentro do sapato fechado e apertado.
Quem seria o dono do pé?
[Porque há muito tempo que não tinha os meus tão moídos...Ai que dia!]
terça-feira, 16 de março de 2010
Postal musical

Recebi-o há cerca de 40 anos.
É o testemunho de uma troca de correspondência entre uma menina e uma senhora agente de polícia. A senhora agente prestava diariamente serviço numa passadeira, ajudando as crianças que se dirigiam para a escola a atravessá-la. Nasceu assim uma amizade que durou muitos anos.
Neste postal musical - aperta-se e o passarinho canta - a senhora agente de polícia formula votos de melhoras à "Petite Louisa" que se encontra em casa com uma angina. Diz-lhe que deve ficar forte e pronta para o próximo ditado.
segunda-feira, 15 de março de 2010
domingo, 14 de março de 2010
Petites filles de France

Meninas de França (Petites Filles de France) é o tema deste postal que recuperei da minha velha correspondência atada com laços de fita. Deveria ter uns cinco ou seis anos quando me foi endereçado com a epígrafe "Querida Luizinha". Assinado pela Maria Luísa, desejava as melhoras da minha mãe e ansiava pelo mês de Agosto, quando ela e o Manuel viriam finalmente passar as "vacanças" a Portugal.
sábado, 13 de março de 2010
Canta a vida...
Musiquinha ligeira dos meus tempos de adolescente... para continuar a cantar a vida.
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