sábado, 25 de novembro de 2017

Em texto automático

(…)
Dormíamos dentro de livros enormes, que carregando num botão faziam amor como pianos de cauda.
(…)


Artur do Cruzeiro Seixas, Dois textos automáticos, Edições  Sem Nome, 2017



12 comentários:

✿ chica disse...

Lindas e instigantes palavras! bjs, ótimo fds! chica

Larissa Santos disse...

Bom dia. Hummm mesmo instigantes ;-)

Hoje, um pequeno texto:[ Enquanto deslumbrava o meu imaginário, naquele banco, agora vazio.]

Bjos
Um Sábado Feliz

Ricardo- águialivre disse...

E se falou, está falado. Adoráveis versos poéticos
.
Bom dia. Votos de um feliz fim de semana.
.

Portugalredecouvertes disse...


Realmente dá que pensar Luisa ?! um bom exercício mental para o dia :)
beijinho
Angela

Rui disse...

Temos que ter em conta que o autor era um neorrealista da pintura, tendo aderido, mais tarde ao surrealismo ! :)
Ora, nós temos que olhar para essa "imagem escrita" e interpretá-la como surrealista !
... Um bonito efeito ! :)
O surrealismo não está só na pintura ! Também na escrita ! :)

Bom fim de semana, Luisa

Os olhares da Gracinha! disse...

Interessante as suas escolhas!!!bj

Elvira Carvalho disse...

Interpretá-lo parece um exercício interessante.
Um abraço e bom fim-de-semana

Cidália Ferreira disse...

Hummm Parece-me bem :))

Beijinhos e bom fim de semana

Gil António disse...

Deliciosa imaginação
.
{ Não sei se a minha alma me é sincera }
.
Bom dia, votos de um domingo feliz.
.

ematejoca disse...

Não conheço o autor e fiquei logo com a curiosidade de o conhecer.

Domingo cheio de poesia.

Janita disse...

Uma metáfora que não deixa de ter a sua beleza, se a interpretar a meu contento, ou seja, a leitura pode ter tanto de belo e arrebatador, quanto a música que sai de um piano de cauda...:)

Beijinhos, boa semana.

luisa disse...

Cruzeiro Seixas, que tive a oportunidade de conhecer pessoalmente quando há trinta anos atrás ele vivia no Algarve, é um dos grandes surrealistas portugueses e aos 96 anos ainda se encontra ativo... Este pequeno livro, apenas com dois textos, foi editado este ano e trata-se de "escrita automática", característica da literatura surrealista. Uma escrita em que a mão comanda o texto e não se deixa guiar pela mente consciente. Pelo pensamento (veloz), sim, não tanto pela razão.
Por isso, talvez o que importa não seja tanto a sua interpretação... :)

Obrigada a TODOS vós, que se prenderam nas palavras que selecionei. :)