terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Retardada tecnológica

Não, não estou no facebook. Apesar dos muitos convites que me vão chegando no correio electrónico, das conversas diárias de amigos e colegas sobre a Rede Social, do seu espanto por eu ainda não ter criado um perfil, continuo info-excluída neste domínio. Tal como sucedeu há uns bons anos atrás com a minha relutância em adquirir telemóvel, ando a retardar esta adesão.

Quanto ao telemóvel, lembro-me que o achava absolutamente desnecessário e considerava até ridículo andar permanentemente agarrado a tal objecto. Até ao dia em que, estando ausente em serviço e longe de casa, a minha filha ficou doente e o telemóvel de uma colega me permitiu um contacto mais fácil para acompanhar a situação. Algumas semanas depois, antes de viajar novamente em serviço, decidi que o stress da falta de contacto telefónico imediato não voltaria a apanhar-me na curva e lá comprei o aparelho. Não imaginava então o stress redobrado que agora me assalta quando ligo para um dos meus filhos e eles não me atendem logo. Fico imediatamente a pensar no pior. É um disparate, mas como controlá-lo? E pensar que quando eu era miúda e saía numa visita de estudo ou ia para um campo de férias não havia cá contactos telefónicos e tudo corria pelo melhor. De certeza que não faziam falta aos meus pais.

Voltando ao facebook, concluo que, não estando lá, provavelmente não sou ninguém. E ai de mim…tenho tão poucos amigos! Como posso eu comparar-me com essas pessoas que gerem uma rede de centenas de amigos? Isso até me assusta. Está visto… tenho que esperar que se faça um click qualquer na minha vida, que me empurre para essa vertigem do convívio tecnológico.

2 comentários:

Joni disse...

Mózinha. Assim que aderires ao Facebook juro que peço de imediato aos meus amigos todos (as tais centenas - quase duas centenas, muitos dos quais tu conheces), que te adicionem de imediato. Ficas logo com uma lista enorme...

luisa disse...

Ó Joni, que simpático levar-me desse modo pela mão por esses caminhos de amizade. Mas não sei não...Olhe, sinto-me muito como esta Mãe Preocupada que escreve assim: http://maepreocupada.blogspot.com/2010/01/poderei-sobreviver-sem-o-facebook.html