... até numa flor de cebola.
terça-feira, 14 de maio de 2013
segunda-feira, 13 de maio de 2013
Bonecos
Preciso dar umas voltas pelas ruas de Faro para ver se está
a acontecer algum surto de bonecos na cidade.
É que esta tarde surpreendi-me com um boneco a assaltar uma
casa. Totalmente à vontade, sem aparentar pingo de inibição, o boneco
assaltante estava pendurado na platibanda e desenvolvia um último esforço no
sentido de içar o corpo para cima da açoteia do edifício.
Ainda fiquei a olhar durante alguns minutos, incrédula com a
desfaçatez do boneco. Escusado será dizer que não me ligou absolutamente nenhuma
e não tive mais senão que prosseguir o meu caminho enquanto ele, indiferente a
outros passantes que também olhavam espantados, se manteve insistente na sua
escalada.
Pouco depois, outro boneco se atravessou no caminho do meu
olhar. Eu nem queria acreditar quando o vi caído na faixa de relva que bordeja o
passeio da rua que eu descia. Assustei-me pensando se estaria morto. Mas logo
percebi que devia ser boneco saído de alguma farra e que, podre de bêbado, se
jogou ali mesmo ao chão ferrando a dormir.
Fiquei curiosa. Será que Faro está com mais bonecos destes
espalhados pelas ruas ou serão os que testemunhei casos isolados?
domingo, 12 de maio de 2013
sexta-feira, 10 de maio de 2013
quinta-feira, 9 de maio de 2013
quarta-feira, 8 de maio de 2013
A vida secreta dos objetos: o frasco de álcool gel
A sério. Sabem há quantos anos estou para aqui encostado a
outros frascos na prateleira do roupeiro? Pois. Há mais de dois anos.
Aquilo em 2009 foi uma loucura. À custa da pandemia prevista
de gripe A, eu e os meus pares éramos os produtos mais procurados no mercado.
Chegaram a verificar-se situações de autêntico desespero no interior das malas
de mão das senhoras. É que era imprescindível que contivessem um pequeno frasco
de álcool gel para usar em qualquer situação de necessidade de higienização das
mãos.
Aquilo é que foi uma campanha a sério. Até esgotámos nas farmácias.
Também é verdade que a produção aumentou porque, em seguida, passámos a estar
disponíveis em qualquer supermercado. Aqui
em casa tenho a companhia de mais dois frascos. Um deles, verdade seja dita,
está praticamente vazio. Eu ainda estou aqui para as curvas com metade da minha
capacidade útil e outro ainda nem sequer foi encetado. Mas qual quê? Para que servimos? Depois
daquela febre toda, acabámos por sair da mala de mão, que se está sempre a
queixar de peso excessivo, e arrumaram-nos na prateleira.
Hoje em dia, contentam-se em lavar as mãos com sabonete antibacteriano
ou com aquele que estiver disponível enquanto nós, os frascos de álcool gel,
entrámos completamente em desuso. Bem tentamos chamar a atenção quando ela vem
buscar qualquer acessório aqui nas nossas redondezas, mas os tempos são de crise
e não temos conseguido qualquer novo posto na mala de mão.
Isto assim não é vida. Estou seriamente a pensar tomar uma
atitude mais enérgica. Tenho que convencer os meus pares a fazer lobby junto da
OMS ou pelo menos da Direção Geral da Saúde para que promovam uma campanha
capaz de nos criar novo emprego.
terça-feira, 7 de maio de 2013
domingo, 5 de maio de 2013
Passeio de domingo (146)
De regresso à santa terrinha, andei pelos campos agrícolas de Vilamoura a fazer o ensaio geral para o Dia da Espiga que é já na próxima quinta-feira.
sábado, 4 de maio de 2013
Ovos-moles
Porque é que me lembro de estar num comboio parado numa
estação e da minha mãe me comprar uma barrica de ovos-moles?
Isso só poderia ter acontecido na estação de Aveiro. Ou será
que a venda das barricas chegava a Lisboa? É que ainda hoje perguntei ao meu
pai se, quando eu era criança, alguma vez tínhamos viajado até ao norte de
comboio e ele disse-me que não. De comboio só para França e não se passava por
Aveiro.
O certo é que tenho esta imagem comigo. Sei que me compraram
uma barrica de ovos-moles numa estação de comboios. A minha mãe já não está cá
para me confirmar esta memória. Mas ela ficou de tal modo gravada em mim que há
dois dias atrás, antes de sair de Aveiro, tive que comprar uma barrica. Está
cheia de ovos-moles. Mas já é por pouco tempo. Está na hora de jantar e eu estou
aqui só a suspirar pela sobremesa.
quinta-feira, 2 de maio de 2013
Fotografias de férias
Os dias de férias correm tão velozes como os de trabalho,
quando temos muito trabalho. Quando damos por ela… estão a terminar.
Agora que
pego na máquina para descarregar as fotografias tiradas, fico a pensar que uma
delas não poderei descarregar nunca. Tirei-a só com os olhos durante o almoço
de ontem. Não foi a uma paisagem. Não foi a um objeto. Não foi a uma flor. Foi a
uma velhinha toda janota que estava sentada na mesa em frente à minha. Almoçava
de óculos escuros porque estava virada para o exterior do restaurante. Usava um
anel volumoso no dedo indicador. E tinha o penteado mais extraordinário que
alguma vez vi a uma velhinha. O corte assimétrico emoldurava-lhe o rosto na
perfeição e por cima dos seus cabelos cinza destacavam-se, alternadamente,
largas madeixas cor de laranja e castanhas.
É. Para além da paisagem que percorri, estas mini-férias
ficarão também registadas na minha memória como aquelas em que me cruzei com
uma velhinha janota de cabelo às riscas.
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