sexta-feira, 9 de julho de 2010

quarta-feira, 7 de julho de 2010

A vida secreta dos objectos - As canecas rezingonas



Caneca 1 – É sempre a mesma história! Cada vez que nos vêm limpar o pó nunca nos colocam exactamente no mesmo lugar. Chega-te para lá… ó Caneca 2… não vês que me estás a atrapalhar. Assim não consigo espreitar o que se passa na TV.

Caneca 2 – Ora, ora… o que é que interessa o que passa na TV?! É sempre o mesmo. O Sócrates, a PT, a Vivo, o calor, o mundial e de novo o Sócrates, a PT, a Vivo, o calor, o mundial… Deixa-te disso.

Caneca 3 – Olhem que não… Olhem que não. Também é o Barroso, o Passos Coelho… Por mim prefiro quando ligam o rádio. Eu gosto é da música! O problema são aqueles cães lá fora, sempre a ladrar. Caramba, basta passar alguém junto ao portão… ou algum gato vá… São mesmo insuportáveis!



Caneca 1 – Insuportáveis estão vocês as duas! Nada está bem para vocês. Bem se vê que estão a ficar velhas!



Caneca 3 – Velhas! Oh oh… deixa lá que se nós estamos velhas tu estás muito nova!!! Deves pensar que estás mais bem conservada não???



Caneca 2 – Deixem-se mas é estar sossegadas. Que inferno! Sempre implicando uma com a outra e com tudo o que se passa à volta. A vida, são dois dias. Tratem mas é de a gozar serenamente.



Caneca 1 – Pois … serenamente queria eu estar aqui arrumada e sossegada a ver a novela! Mas com vocês quase em cima de mim e sempre resmungando não há quem aguente! Chego a ter ideias suicidas! Um destes dias atiro-me ao chão e arrasto-vos comigo!



Caneca 2 – Shiiiii! Isto vai bera… estou mas é a precisar de uma bebida forte, para ver se as esqueço às duas. Mas nunca me enchem….só sirvo para vista mesmo. Elas coitadas estão igual a mim… Olha à falta de melhor vamos continuar a embirrar umas com as outras. É da vida.

terça-feira, 6 de julho de 2010

A última corrida

O que eu acho é que, naquela noite, ele disparou a correr e atingiu tal velocidade que ainda não conseguiu parar. Para mim, anda por essas estradas desafiando, um após outro, os carros que passam, para corridas loucas.

Era isso que ele fazia se por algum descuido não o prendia no momento de abrir o portão. Safava-se de imediato dando asas aquela necessidade que tinha de queimar energia correndo veloz estrada fora. Se calhava a estar solto, assim que reconhecia o som do motor do meu carro chegando, tomava balanço e desatava a correr na frente, assegurando que chegava ao portão de casa antes de mim.

Foi o cão mais doido que tive. Tão descomunal como a sua vontade de correr era a sua vontade de comer. Guloso que nem ele. Sempre que lhe levava o alimento ficava em estado de histeria, dando saltos e ladrando eufórico à minha volta. Dono de uma esperteza e matreirice especiais, se sonhava que a minha intenção era prendê-lo para evitar que saísse estrada fora, era sabido que eu estava desde logo tramada. Deitava-se no chão fazendo peso de corpo morto, obrigando-me ao esforço de o arrastar pátio fora até ao local onde o podia prender.

O PJ já trazia nome posto pelo criador de épagneul breton onde o fui buscar. Nunca lho mudei. Ficou PJ até à noite em que mais uma vez fugiu de casa, só que para jamais regressar. De nada serviram os cartazes afixados pela vizinhança. De nada serviram as buscas por perto dos acampamentos de ciganos, que, diziam, de certeza o tinham levado. Nem sequer a deslocação àquele local onde um conhecido do meu pai costumava avistar um cão parecido. Não era ele.

O que eu acho é que, naquela noite, ele disparou a correr e atingiu tal velocidade que ainda não conseguiu parar.


Publicado para a
Fábrica de Letras, cujo tema neste mês de Julho é "Disparou"

Galo de Barcelos faz férias no Algarve(2)



E foi visto hoje a trabalhar para o bronze...

sábado, 3 de julho de 2010

La valse des lilas


Ache outros vídeos como este em Portal Luis Nassif

O que eu já procurei por este tema (interpretado pelo próprio Michel Legrand) na net... Encontrei-o hoje e não me canso de o ouvir.

On ne peut pas vivre ainsi que tu le fais
D'un souvenir qui n'est plus qu'un regret
Sans un ami et sans autre secret
Qu'un peu de larmes.
Pour ces quelques pages de mélancolie
Tu as fermé le livre de ta vie
Et tu as cru que tout était fini...

...Mais tous les lilas tous les lilas de
mai
N'en
finiront, n'en finiront jamais
De faire la fête au coeur des gens qui s'aiment, s'aiment, s'aiment, s'aiment.
Tant que tournera, que tournera le temps
Jusqu'au dernier, jusqu'au dernier printemps
Le ciel aura, le ciel aura vingt ans
Les amoureux en auront tout autant...

Si tu vois les jours se perdre au fond des nuits
Les souvenirs abandonner ta vie
C'est qu'ils ne peuvent rien contre l'oubli...

...Mais tous les lilas tous les lilas de
mai
N'en
finiront, n'en finiront jamais
De faire la fête au coeur des gens qui s'aiment, s'aiment, s'aiment, s'aiment.
Tant que tournera, que tournera le temps
Jusqu'au dernier, jusqu'au dernier printemps
Le ciel aura, le ciel aura vingt ans
Les amoureux en auront tout autant...

Galo de Barcelos faz férias no Algarve(1)



Galo de Barcelos desfruta das belas vistas de Albufeira no primeiro dia das suas férias algarvias.

Pezinhos na areia




sexta-feira, 2 de julho de 2010

Jogo de esconder


Joguei às escondidas com o sol.

Que tonto que é!

Claro que lhe ganhei!

Como é possível àquele que é o astro dito rei,

Achar que me fintava nesta fé

Que eu tinha de o apanhar

Antes do dia se acabar.




quinta-feira, 1 de julho de 2010

De onde é que eu conheço esta marca?(2)


Quando a conheci ela ainda não falava português e nessa altura, pelos vistos, costumava ir de férias à boleia! Nasceu em 1921, mas neste anúncio publicado na revista Modes & Travaux de Novembro de 1977, parece bem conservada. Como hoje aliás. Faz-lhe bem a internacionalização.