domingo, 14 de fevereiro de 2010

Cupido


O dia frio e cinzento apontou para o baú dos velhos postais. E como o tema de hoje é o amor...

sábado, 13 de fevereiro de 2010

Feeling(s)

À custa dos moços do futebol e, pendurados neles, dos moços da banca, há por aí um "feeling" a circular de boca em boca. Palavra puxa palavra e cá por mim, prefiro-a no plural e levando-me até há cerca de trinta anos atrás, quando era ouvida e dançada nos bailes de Sábado à noite. Porque estamos em véspera do Dia dos Namorados e porque além disso é Carnaval, época que para mim coincide com aniversário de enamoramento, fui à procura desses sentimentos.

Velhice relativa

Ser velho é relativo. Além do mais, tenho para mim que o que envelhece é mesmo a carapaça que acolhe o nosso espírito. Até o cérebro que comanda o nosso pensamento deve ter um recanto qualquer que se contraria a si próprio. Senão vejamos. Quando somos miúdos e olhamos para os nossos pais eles parecem-nos velhos. Mas quando chegamos à idade que os nossos pais tinham quando nós éramos miúdos, sabemos que somos ainda fantasticamente jovens. E enquanto ainda somos fantasticamente jovens e ouvimos os nossos pais, esses sim – pensamos nós – já velhos, falar entre eles daquela “moça” ou daquele “moço” e percebemos que falam da sua própria geração, sorrimos. Sim, sorrimos, até que chegados à idade dos nossos pais quando nós éramos fantasticamente jovens, damos por nós a falar com os amigos dos “moços” e “moças” da nossa idade. O nosso espírito tem uma grande dificuldade em acompanhar a idade do nosso corpo. Esporadicamente damos por ela. Quando, por exemplo, nos chega uma estagiária ao serviço, para orientar e que ela se vira para nós e diz: “Ah, a senhora é Fulana de Tal…foi colega da minha mãe na escola secundária…sabe… a Sicrana”. Ou então quando sentados, numa assembleia qualquer, olhamos para o lado oposto da sala e vemos alguém da nossa idade cujo rosto está fisicamente envelhecido, e ficamos surpreendidos com aquele lado do espelho. Se ele está assim…eu também devo estar. Mas logo se dilui essa surpresa. Sentimos que ainda há muito cabelo branco para nascer e que cada cabelo branco que nasce pode trazer um renovado sentido da vida.



il. Marcel Marlier

Publicado para Fábrica de Letras

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

A propósito de S.Valentim

O Dia de S. Valentim, por cá Dia dos Namorados, que se celebra a 14 de Fevereiro, é assunto para todo o "negócio". Por mim, gostei das sugestões da Europeana, a biblioteca digital que reúne textos, imagens, música e objectos de bibliotecas, museus e outras instituições culturais da Europa. Quem quiser pode "Descobrir o amor através da arte na Europeana". Aqui.



Roman de la Rose, 1475 © British Library Board (retirado de Europeana)

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Anúncios em vias de extinção (1)

Está “roto” e corroído pela ferrugem, mas sempre que por ali passo, não consigo desviar o olhar deste anúncio de lata que mantém viva a memória de outros tempos. O edifício a que se agarra também já se encontra degradado, é daqueles que até já têm janelas emparedadas e em desespero aguarda alguma intervenção que o renove. Sempre que vejo esta placa publicitária, lembro-me de outros suportes de anúncios, que não se sei ainda estarão por aí. A schweppes, se não estou em erro, tinha uns painéis de azulejo com símbolos algarvios como o sol, a flor de amendoeira e a chaminé. Um dia destes vou por essa EN 125 a fora, à procura…

Caramelos

Não há quem não tenha uma recordação relacionada com os famosos caramelos espanhóis. Aqueles que se compravam em Ayamonte ou Badajoz e que, dizem, eram bons, baratos e colavam aos dentes.

Dizem…pois eu nunca fui muito fã de caramelos. E os caramelos do meu imaginário não são os espanhóis que hoje já ninguém precisa de atravessar a fronteira para arranjar. Os meus caramelos são os carambar, uns caramelos franceses que até têm direito a lenda e tudo e que ainda vou saboreando sempre que a minha prima V. mos traz de França. Os meus filhos também adoram. Hoje há uma grande variedade de carambars, mas os que me encantam mesmo são os originais, os de caramelo e cacau, aqueles que até hoje mantêm o mesmo papel de embalagem, as mesmas anedotas no verso do papel, as mesmas cores, a mesma estética.


sábado, 6 de fevereiro de 2010

Ma liberté

Para lembrar a banda sonora da minha adolescência.

Ma liberté
Longtemps je t'ai gardée
Comme une perle rare
Ma liberté
C'est toi qui m'as aidé
A larguer les amarres
Pour aller n'importe où
Pour aller jusqu'au bout
Des chemins de fortune
Pour cueillir en rêvant
Une rose des vents
Sur un rayon de lune
Ma liberté
Devant tes volontés
Mon âme était soumise
Ma liberté
Je t'avais tout donné
Ma dernière chemise
Et combien j'ai souffert
Pour pouvoir satisfaire
Tes moindres exigences
J'ai changé de pays
J'ai perdu mes amis
Pour gagner ta confiance
Ma liberté
Tu as su désarmer
Toutes mes habitudes
Ma liberté
Toi qui m'a fait aimer
Même la solitude
Toi qui m'as fait sourire
Quand je voyais finir
Une belle aventure
Toi qui m'as protégé
Quand j'allais me cacher
Pour soigner mes blessures
Ma liberté
Pourtant je t'ai quittée
Une nuit de décembre
J'ai déserté
Les chemins écartés
Que nous suivions ensemble
Lorsque sans me méfier
Les pieds et poings liés
Je me suis laissé faire
Et je t'ai trahi pour
Une prison d'amour
Et sa belle geôlière

Liberdade


O pensamento é o único e verdadeiro espaço de liberdade. Aquele em que ainda ninguém entra. Aquele que ninguém escuta.
Imagem copiada daqui

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

A nova escrita

Por lá preocupam-se com o efeito que o diminuto estudo de gramática e as práticas de escrita em mensagens de telemóvel e em redes sociais como o twitter ou o facebook estão a ter nas competências dos estudantes universitários no que à língua inglesa diz respeito.

E por cá?...O que se passará com a língua portuguesa?