sexta-feira, 5 de janeiro de 2018

Trânsito

A alvéola branca que atravessou a nacional cento e vinte cinco, sensivelmente pelas oito horas e quinze minutos, saltitando apressada sobre o asfalto, ou era uma alvéola inconsciente ou então suicida. Ainda pensei que levantaria voo, rasgando o ar mesmo junto ao meu para-brisas, mas não. Travei ligeiramente para não a atropelar e segui resmungando que já não bastam cães e gatos atrevidos, agora até os pássaros. 

10 comentários:

Rui disse...

:( ... Eu conheço a sensação ! ... De uma vez senti um barulho no vidro "pára-brisas", assustei-me e logo de seguida ainda vi um pássaro resvalar pelo vidro e desaparecer !
:( ... Para além da sensação estranha ainda fica a dor de ter morto um pássaro ! :(

:) ... Beijo, Luisa !

Cidália Ferreira disse...

Isso para mim já me deixava sem reacção para o resto da viagem.É complicado.

Beijo e um bom fim de semana.

AFRODITE disse...


Bem, pior pior seria se fosse mesmo um cão, ou até um gato!

Fui pesquisar sobre a alvéola-branca... (é que eu de passarada conheço muito pouco) e percebi que ela de branca não tem quase nada! :D

Beijinhos com asas
(^^)

Victor Barão disse...

Há muito que não me acontece, de resto também há muito que não conduzo como forma de ganhar a vida, mas quando o fazia irritava-me sobremaneira sempre que matava um daqueles pequenos chapins, que especialmente em estradas mais estreitas costumam deambular pela vegetação da margem da estrada, muitas vezes voando na direcção da estrada no exacto momento em que o carro passava junto a eles, sem qualquer possibilidade de eu evitar matá-los. No fundo a natureza humana e a natureza em geral mais das vezes não coincidem, quando não é de propósito é acidental ou colateralmente que vamos matando tudo o que é natureza extra humana _ sem ironia, resta-me acreditar, por si só ter fé de que Deus soube o que fez ao "fazer o ser humano à sua imagem e semelhança", incluindo ter Deus gerado toda a restante natureza.

Abraço

Mena Almeida disse...

Nunca me aconteceu, mas deve atrapalhar um pouco sim!

A Nossa Travessa disse...

Querida Luisinhamiga

Olha que foi desde as seis da manhã. Não interessa: Depois de estar ao computador, vou logo para a cama com edredon por cima dos lençóis avisou o SMN avisou uma baixa da temperatura até aos seis ou sete da manhã! Brrr que frio!

Qjs e abçs da Raquel e do Henrique, o Leãozão


___________

Como tu mereces lê sff o seginte

No princípio de Janeiro aconteceu-me dia tive uma recaída da bipolar que levou um ano que até começou em Goa..Ao fim estava estabilizada; o meu irmã Braz tem um cancro m fase terminal; eu próprio baixei ao Hospital de Santa Maria com um pneumonia agravada e estive lá dez dias até me darem a alta; arreporra que é demais!


Os olhares da Gracinha! disse...

Uma sensação que ninguém deseja!
bj

luisa disse...

Rui,
É muito frequente os cães e os gatos atravessarem a estrada e há muitos animais que morrem atropelados. Normalmente os pássaros são muito ágeis e voam rápidos. Só que este não voou. Mesmo com o carro a aproximar-se manteve a sua corrida sobre o asfalto.

Cidália,
A sorte é que eu ainda vinha a alguma distância e bastou reduzir ligeiramente a velocidade para o deixar passar.

Afrodite,
Verdade. O pior a que já assisti foi a um gato a debater-se com a morte logo após ter sido atropelado. Foi horrível. :(
Quanto a este passarinho, é de uma espécie que gosta muito de andar no chão.

Victor,
É difícil, diria mesmo impossível, evitar essas aves que se atravessam assim na frente dos carros. Eu conduzo geralmente devagar. Talvez por isso nunca tenha “atropelado” uma ave. Elas conseguem sempre voar antes do provável embate.

Mena Almeida,
Não chegou a acontecer, mas foi por pouco.

Henrique,
Chegou o frio, sim. Mas isso é o de menos. Espero que 2018 lhe traga mais saúde e lhe corra melhor que 2017.

Gracinha,
Não,mesmo.

Gaja Maria disse...

Estava assustado coitado :)

luisa disse...

Olha que não, GM... Mais assustada fiquei eu. :)