
Faro, cidade velha.


A noite está quente. Está como naquelas noites, de há muitos anos atrás quando eu era criança e não havia ar condicionado. Então acampava-se na varanda, que era como chamávamos à açoteia da casa. Montava-se a tenda com uns barrotes de madeira sobre os quais se esticavam uns lençóis velhos. Instalavam-se uns colchões no chão e dormia-se ao luar.
A noite está quente como outrora mas está mais clara que então. À luz da lua que brilha no alto juntaram-se as luzes do progresso que cintilam no horizonte.